segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Gestão de Crise na Isto É Dinheiro

Isto É Dinheiro me procurou para uma matéria sobre a Uniban. Saiu neste fim de semana.
Foi uma análise de situaçoes de prevençao e gestáo de crise.
Além do que foi publicado, me lembro que o que mais ressaltei é que o sempre falo, que as possibilidades de uma crise devem ser pensadas antes dela acontecer. Desta forma é possível organizar um comitê gerenciador de crises, que conseguirá analisar qual a melhor forma de agir.
Na hora em que o acidente ocorre é muito mais complicado se ter cabeça fria para qualquer tipo de decisáo. Por isto que deve ser pensada antes.
Assim como, depois que já aconteceu o que se precisa é ter consideraçao pelo fato, organizar a forma de comunicar, buscando subsídios nos valores que a empresa defende.
É preciso que tenha um único discurso, por isto o primeiro público a quem se deve satisfaçao é o interno. Paralelamente a empresa deve expor sua posiçao à sociedade, baseada nos valores da própria empresa - afinal ela foi pensada na hora do planejamento.
É preciso também, antes de sair falando sem análise alguma, que seja lembrado aqui que estamos em tempos de globalizaçao, onde a intolerância deve ser muito, mas muito, mas muito mesmo analisada, pois a diversidade é grande! O fio do certo e errado hoje em dia é muito mais tênue, pois leva em conta de que lado se analisa. O que é positivo, pois a sociedade deveria ser mais flexível e resiliente.
Bem, acho que náo foi o que aconteceu com Uniban! Agora, infelizmente, o trabalho de reconstruçao de marca deles será enorme!

domingo, 1 de novembro de 2009

Liberdade

"Liberdade de pensamento exige esta coisa rara: pensamento" - Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A humanidade anda de costas

A gente acredita fielmente na evolução da espécie!
Cria os filhos dando exemplos e referëncias de evolução!
Só que de repente alguns fatos nos fazem pensar que ou andamos de olhos fechados e náo aprendemos com nossos exemplos ou entáo andamos de costas e por isto só repetimos o que está a nossa frente, que é o caminho já caminhado...ou seja, não há evoluçao.
Não consigo nem escrever, tamanha a indignação que fiquei ao saber da história da estudante da Uniban! mas não dá pra não escrever nada. O que é isto? não evoluimos absolutamente nada. Nadica di nada...
Há uns tempos atrás, sem informação, o povo isolado em seu mundinho, já era estranhíssimo este tipo de atitude. Mas hoje?!?!?!
Me lembro que uma vez estava entrando numa conceituada universidade e escutei alguns absurdos de uns alunos falando das garotas...tipo aquele papo idiota, preconceituoso, machista, desrespeitoso e tudo o mais que náo escrevo porque beiro a escrever um palavráo...náo me aguentei. Tive que falar de minha decepção ao ouvir tudo aquilo naquela época. Coisas que nem quando eu era mais jovem náo poderia admitir escutar estava escutando numa época que eu esperava que os preconceitos já tivessem ido pro saco...pois não acreditei que os chamados bons meninos tinham namoradas bacaninhas e "comiam" suas amiguinhas, como se fosse a coisa mais natural do mundo! nojento! me fez lembrar uma vez uma conversa com um senhor de idade que me disse que quando um marido apronta fora de casa é porque a mulher permitiu esta situação. Ora, me poupe!!! o cara é um canalha e a mulher leva a culpa?!
Mas, acho que em alguns momentos nós temos culpa sim. O psicanlista, escritor, anarquista e amigo saudoso, Roberto Freire, sempre dizia que "mãe é pior que uma bomba atömica". Nesse caso, até pode ser que alguma mulher seja culpada de apoiar e incentivar o preconceito. Como pode o menino ainda ser criado de forma machista e egoista? como pode ainda a menina ter que servir ao irmão? como pode ainda o irmão ter a responsabilidade de "cuidar da irmã", como se ela fosse uma incompetente? irmão cuida de irmão, independe se é o mais velho, se é menina ou menino.
Mas voltando ao caso Uniban. Ainda náo dá pra acreditar no que aconteceu. Definitivamente...náo dá pra acreditar...e infelizmente, não acredito que esta situação sirva pra mudar alguma coisa. Talvez, pra pensar, mas infelizmente ainda estamos longe da possibilidade de uma mudança...basta ver as criancinhas mandando, gritando e esperneando exigindo coisas de seus pais...basta ver filhos só indo dormir altas horas, de madrugada, ocupando espaço da intimidade dos pais...espaço que náo é seu e o próprio casal náo consegue delimitar até onde ele pode ir...espero nunca ver filhos expulsando pais de seus próprios lares porque sáo incompatíveis e eles, com oito anos, precisam de mais espaço pra viver. Triste...!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Turismo urbano

Ter o hábito de ir ao trabalho ou visitar os amigos indo à pé, é tudo de bom!
A gente observa outros cenários. Num dia vou por um lado, vejo casas, cachorros, pessoas que nunca vi; noutro dia pego outro caminho.
Por um lado vejo edifícios e carros voando de tão rápidos, noutro vejo casas ainda de madeira, com jardins feitos pelo próprio dono da casa, criança jogando bola e silêncio na rua. Percebo outro ritmo, tenho até que cuidar quando vou atravessar a rua, pois o ritmo é outro. Sinto cheiros (bons e ruins). Tento descobrir outras sensações: a chuva, o sol na pele, a velocidade, as calçadas alpinistas, os cachorros sem educação, os gatos sonolentos mas alertas quando se chega perto...enfim, não é preciso ir muito longe do dia a dia pra observar um novo panorama, com um olhar turístico de alguém que explora novos roteiros, basta ampliar o olhar pro cotidiano!
Muito bom, muito bom!
Ainda bem que Curitiba não tem a mesmice do mesmo clima. Posso me aventurar em pegar chuva numa quadra e quase que já me secar na outra. rs

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O que pode ser notícia no meio político

Aprendemos que se “o cão morde o homem”, não é notícia, mas se o “homem morde o cão”, é. Depende...na verdade tudo pode ser notícia. Depende em que veículo será publicada, quem é o homem, de quem é o cão, qual a procedência, do cão e do homem...
E este crivo pra perceber o que pode se transformar em notícia, porque transformar em notícia e como fazer pra que seja publicado como notícia e não propaganda é do Jornalista. É esse profissional que é treinado pra perceber essas diferenças e oportunidades.
Oras, pois os políticos têm que aprender a fazer uso do que é notícia e publicar suas ações, em prol daqueles que os elegeram, pra que saibam o que ele está fazendo por eles. Mas daí procurar um Jornalista e não comprar espaço publicitário, que até pode ser comprado, mas deve ser identificado como espaço publicitário. E qual a diferença? A diferença é que notícia tem que ter pelo menos dois lados, tem que ser analisada com os olhos de quem irá lê-la e informar o que vem fazendo, qual sua responsabilidade com o voto que lhe foi confiado. Publicidade é fantasioso, ressalta o desejo, o belo, o lado tendencioso do fato. Sim, a publicidade serve pra chamar à atenção, que pode ser comprar uma idéia, um serviço ou um produto e o jornalismo, divulgar uma idéia, um serviço ou um produto. A sutileza da diferença de um e de outro é que a notícia deve ser mais apurada, mais aprofundada em sua investigação e deve ter a responsabilidade da neutralidade, mas a publicidade não, ela pode ser agressiva dizendo “compre...”, “vote...”.
No levantamento que foi feito recentemente, vários orçamentos de alguns políticos apareceram com verbas para comprar espaço publicitário.
Não citarei a fonte (senão pareceria protecionismo para alguns), mas um político, por exemplo, gastou (é gastou mesmo, porque sempre digo que em comunicação é investimento, mas neste caso, GASTOU): R$ 5.750, em rádios e jornais.
Oras pinóias. De quem é a responsabilidade? De muita gente em minha opinião. Primeiro que tem jornalista que quando diz que faz assessoria de comunicação (ou imprensa, neste caso é imprensa somente), ele só faz release e ainda exige do veículo que publique seu release na íntegra. Isto não é jornalismo porque o release serve como fonte pro Jornalista buscar outras informações pra sua notícia.
Mais adiante, na mesma matéria que li sobre estes valores gastos, li a resposta dos assessores desses políticos que foram denunciados GASTANDO em comunicação. Os assessores afirmam que muitos veículos só publicam notícias de políticos se forem pagos (não só de políticos, hein?!...). Pior que isto é verdade. Mas aí teríamos que questionar qual o papel de utilidade pública desse jornal, dessa rádio, dessa revista, dessa emissora de TV.
Oras, se é notícia, o Jornalista que está na redação deveria dar o espaço. Mas também o Jornalista assessor de imprensa ou de comunicação, que envia as realizações dos políticos para os jornais, deve fuçar, pesquisar mesmo pra que tenha um fato que interesse ao público daquele jornal.
Não é um não publicar porque é coisa de político ou enfoque comercial (que daí sim deveria ser publicidade) e o outro escrever automaticamente sem fazer uma análise do que possa de fato ser notícia para aquele veículo, para aquele público, para aquela região.
Outro fato é que este valor GASTO pelos políticos, na mão de um Jornalista poderia de fato reverter em notícias e digo mais, seria até mais barato, tanto em valor monetário quanto em valor de resultados. Tentando explicar: primeiro que se criaria um relacionamento por meio do Jornalista, entre o político e os meios de comunicação. Dessa forma o político pode servir de referência para as notícias que aquele jornal estaria levantando os fatos, no assunto que ele defende, que ele domina, que ele representa. Esporadicamente até poderia fazer uma publicidade, mas daí com cara de publicidade mesmo, feita por um publicitário, sobre o aniversário da cidade ou de alguma outra situação. Mas se o relacionamento com o jornal é ético, se o político é prestativo quando é procurado, não deixa sem resposta (mesmo que a resposta seja, “infelizmente, não sei sobre esse assunto”), o próprio jornal passa a publicar suas opiniões, sem custo. Aí sim é um investimento, como sempre falo, pois há um planejamento, uma análise do que escrever, como escrever, pra que veículo e em que momento.
Não sei se ficou claro, mas em resumo o que quero dizer é que é preciso um olhar diferente tripartite: do político, que deve primar pela transparência de seus atos, do respeito por quem lhe deu o emprego de político e de seu compromisso com a sociedade; do Jornalista assessor de comunicação, que deve primar em facilitar a interpretação do que seu assessorado faz, transformando em comunicação, que deve facilitar o acesso do Jornalista de redação com seu assessorado, que deve primar de transformar um fato em notícia pra que o veículo possa publicar como tal e, por fim, do veículo de comunicação, que deve ter sua linha editorial bem definida, sua ética no que publica e defende e que deve ter alguém bem eficiente na área comercial pra que não precise “beliscar” o que é notícia, mas buscar anunciantes que sustentem seu veículo, podendo primar pela liberdade de expressão – sem vincular publicidade com direito a espaço editorial. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Se não ficou muito claro, visitem lá no portal da transparência www.aleppr.com.br ou então me chame pra explicar, pra fazer uma palestra, pra fazer um diagnóstico de necessidade, pra fazer um mídia training.
Percebam que tem Jornalistas e jornalistas, assim como Políticos e políticos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sinfonia

Hoje foi engraçado. Vivi um colapso. Um colapso até certo ponto engraçado.
Estou no interior do estado. Vir pra cá é um preparo psicológico anterior ao embarque...são 22 horas de ônibus, ida e volta.
A correria de ajeitar pra que tudo não pare enquanto estou fora, a correria pra pegar a passagem e embarcar, o check list mental pra ver se não esqueci nada pra que tudo possa andar no mesmo ritmo mesmo sem minha presença física...uma doidera!
Mas chegando aqui...desço do ônibus devagar, sento esperando que venham me buscar - um dia demoraram e fui de carona na moto do segurança da rodoviária, só aqui ainda se pode fazer isto.
Aqui é um paraíso de lugar, onde os passarinhos cantam mais alto que aqueles barulhos ensurdecedores de freios desafiando quem ganha: o sinal amarelo ou a potência do carro ao cruzar o semáforo como roleta russa...
Mas o colapso que aconteceu foi que ao vir pro hotel no final da tarde, tudo o que eu pensava era em tomar um banho e terminar um outro trabalho, por email...mas depois do banho, não conseguia conectar a internet. Rapidinho todo aquele ritmo Walt Disney (dos desenhos mais antigos), foi pra cucuia. Virou um Sherek, na irreverência dos conceitos ditados até então por Disney, na ordem dual do belo e feio, certo e errado. Bem, foi engraçado. Gostaria deu não ser eu e ter conseguido ver a cena.
É! A gente perde muito em ser neurótico.
Em menos de 5 minutos a internet voltou e então o colapso mudou de foco, mas não deixou de existir.
Tinha que administrar dois movimentos. Baixar a cabeça e ser rápida em responder a meu grupo online, erguer a cabeça e ver a languidez no meu entorno; baixar a cabeça pra ler as respostas e continuar o diálogo veloz; erguer a cabeça e ver alguém passando de bicicleta e te cumprimentando (um estranho me cumprimenta, só porque passou por mim...isto ainda existe! Não é resquício de minha infância, que sempre falo saudosa, existe!) Mas voltando ao colapso: cabeça erguida, languidez; cabeça baixa, velocidade doida; cabeça erguida, Chopin; cabeça baixa, Queen...é a vida! Que bom poder viver estes dois movimentos!!

domingo, 13 de setembro de 2009

Comunicação Interna é mais do que comunicar

Hoje quando estava servindo o almoço de domingo, me lembrei de quanto tempo eu demorei pra diminuir o tamanho de nossas travessas. Explico melhor: minha família é grande, 5 irmãos, pai, mãe, noras, genro, netos e volta e meia mais alguém pra almoçar ou jantar. Acostumamos com mesa cheia e travessas enormes. Demorei anos pra perceber que o tamanho era inadequado pra minha família, depois que saí da casa de meus pais: uma família de 3 crianças e um adulto.
Uma coisa tão óbvia, mas durante muito tempo eu servi meia travessa de arroz, meia de feijão e assim por diante, até diminuir os tamanhos. Como a gente se acostuma com as situações e hábitos e nem questiona sobre eles... É assim também no meio corporativo. Quantos hábitos a gente simplesmente repete por anos e anos, sem repensar seus resultados? Em quantos lugares vamos trabalhar e nem bem chegamos alguém vem nos avisar que fulano é daquele jeito, cicrano deste e a gente vai repetindo comportamentos, muitas vezes inadequados e segregadores?
(um aparte que ilustra esta situação de repetição: certa vez, num trabalho de descarte, junto a uma grande construtora, foi perguntado o que tinha dentro de um armário grande e bonito, na sala de reuniões. Os dois diretores se olharam...acreditem se quiser, mas ele estava fechado há bem uns 10 anos porque um pensava que o outro estava guardando alguma coisa lá dentro...quando abriram, tinham papéis sulfites e documentos sem nenhum valor...um espaço morto, conservado pela falta de comunicação e costume, porque nesse tempo todo foram mudadas as secretárias...)
Este é um dos grandes papéis de quem trabalha com comunicação interna. Questionar o que está sendo feito, porque está sendo feito e para que, qual a finalidade. Temos que sair dos moldes repetitivos, primeiro porque não somos máquinas e segundo porque nosso papel de comunicadores é procurar não somente ferramentas e estratégias para falar de algo, mas para mudar comportamentos e buscar adesões e mesmo questionamentos sobre as propostas da empresa.
Senti vontade de escrever isto porque acho necessário que nós profissionais de comunicação entendamos esta situação. É preciso perceber a responsabilidade do que propõe.
Me lembro que falava pro pessoal que trabalhava comigo (e está em meu livro, que devo terminar...um dia...rs), mas falava pro pessoal que o bolo poderia estar lindo, retinho, bem decorado, num prato lindo, mas...se a gente tivesse esquecido o açúcar...não adiantava nada. E tem profissionais que entregam o material como se aquela fosse a meta, sem compromisso do que foi feito.
Uma situação de comprometimento - agora na assessoria de comunicação - que me recordo, é de uma vez em que estávamos fazendo um grande evento e pedi pra assessoria sensibilizar a imprensa pra vir fazer a cobertura. Na correria não vi o que tinha sido enviado...me lembro até hoje que quando vi, fiquei assustada e decepcionada. Não acredito assim, assim, que foi por falta de saber fazer, mas creio que foi atitude mesmo, do tipo “foi feito”.
Me lembro que quando Cláudia Romariz, uma excelente jornalista que era de minha equipe, viu, nos olhamos assustadas e ela rapidamente - sem a gente nem ter se falado - foi ao computador e começou a consertar a cacaca...ou seja, colocou o açúcar correndo e salvou a sobremesa. Num feedback no final do evento, o assessor que tinha feito a cacaca, me respondeu praticamente que, oras....tinha feito o bolo como eu havia solicitado...tá, meu, mas dá pra comer? Humpf!