quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Papo lunático

Pois escolhi ficar uns tempos sem trabalhar. "Não porque é uma escolha fácil, mas porque é uma escolha difícil". Li algo semelhante dito por John Kennedy quando discursava sobre a primeira viagem à Lua!
Pois veja só, de repente fiz a analogia de que parar uns tempos de trabalhar é tão difícil quanto ir pra Lua...arrogância na comparação? Pode até ser, mas é que nunca terei a experiência de ir pra Lua, então nunca saberei qual a dificuldade. Porém,como estou vivendo um período sabático, consigo perceber como é...ufa!
O que se observa de início são as pessoas que não compreendem e até julgam. “Puxa, você está bem? Está precisando de alguma coisa?...” Alguns perguntam, mas outros fazem o oposto, se afastam..."vai que realmente eu esteja precisando de alguma coisa", devem pensar – hehehe.
Eu não tomei a decisão de sair definitivamente do mercado. Só quis esse tempo pra me ver com outros olhos, para ver o mercado e a forma de trabalhar de outro jeito. Então, não saí à francesa, até me despedi dos anfitriões e convidados.
Agora...confesso que ainda estou insegura com minha decisão, mas sei o quanto precisava respirar de outra forma. Meus filhos estão grandes e eu jurei pra mim mesma que quando eu pagasse o último ano de faculdade deles eu repensaria minha vida. Na verdade sempre falei pra que eles nunca fugissem de casa porque um dia eu faria isso...já estou arrumando minha mochila...rsrs. Esse é o momento. Meu fiho já está bem, descobrindo seu lado profissional e o último ano de universidade de minhas filhas está pago. Muitas lágrimas de felicidade, de orgulho e de trabalho! Criar 3 filhos sozinha...puts... mas esta é outra fala.
Bem, levantar anos e anos e ir trabalhar...e trabalhar de forma intensa e com paixão como sempre trabalhei...e agora me segurar pra não engatar nova marcha e só mudar de endereço, é difícil pra caramba! Acho que vou pra Lua! Hehehe.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Mafalda é o máximo! hehehe


Que canal é esse?

Já há algum tempo a pergunta acima me persegue e a tenho feito constantemente. Nas notícias os contrapontos e argumentos quase inexistem. As informações parecem pasteurizadas, iguais. Se não fosse a diagramação, pensaríamos que é o mesmo jornal. Se não fossem os âncoras, poderíamos pensar que há um único canal de televisão. Acredito que a disputa pelo controle remoto em casa, nem deve mais existir...
Mas nos últimos meses me incomodo um pouco mais e a pergunta surge insistente, sem resposta: que canal é esse? Não quero tomar conhecimento somente desse mundo bruto que virou notícia principal, o mundo tem outros aspectos. Porém, acabo lendo sobre fatos crueis mesmo sem querer, pois estão publicados ao lado da matéria que quero ler (na verdade chega quase roubar o espaço dela)... Não preciso saber do crime do crime... não quero ver imagens que possam me perseguir pelo dia; não quero ver fatos que me façam virar paranóica e ligar a todo instante para saber dos filhos e verificar mais dez vezes se a porta de casa está trancada...
Antigamente se quiséssemos saber de desgraças, de crimes, comprávamos esse ou aquele jornal, ligávamos nesse ou naquele canal.
Antes tínhamos a opção de trocar o canal, mas e hoje? Velhos, crianças, jovens, empreendedores, são bombardeados todos os dias, a qualquer hora, por manchetes repetitivas de assassinatos e crimes hediondos.
Melhor, então, por segurança, seria não sair mais de casa e assistir à TV. Mas que canal?