segunda-feira, 4 de abril de 2011

Distância entre as gerações Y, Z, Baby Boomers


Durante anos fui criticada por algumas pessoas que meu café era frio.
Durante anos tentei fazer um café cada vez mais quente para agradar as pessoas e. queimava minha língua.
Demorei alguns bons anos até descobrir que meu café era frio porque gosto e sou sensível demais a líquidos quentes - até hoje queimo minha língua com qualquer líquido muito quente, até meus dedos, por isto sou daquelas chatas que no café espresso pede pra passar água fria na xícara!
Pois então, quantas vezes nós ficamos uma quase eternidade fazendo comunicação para agradar ao “chefe” e morrendo de medo de falar que aquilo é bonito e eficiente somente para ele, mas é preciso pensar no público alvo da empresa? Depois os resultados não são alcançados e como fazer outras ações, como aumentar investimentos... como fazer um chefe desses acreditar na comunicação?
Sabe aquela coisa de cada macaco no seu galho? Sempre digo que de comunicação todos entendem ou pelo menos acham que entendem e de achismo todos têm doutorado. Porém, é preciso de uma vez por todas mostrar a importância da comunicação – que para ser aceita pelo empresariado, sai disfarçada de marketing (porque parece que isso é valorizado, soa como algo importante, importado...). E esse papel de dizer pros chefes o que é comunicação corporativa é nosso, profissionais da área de comunicação.
Costumo dar caminhos para meus alunos de pós de como construir bons canais, mas nesse momento quero primeiro dizer que não tome mais café pelando ou frio, mostre os porquês de algumas necessidades de comunicação e seus direcionamentos.
Em todo relacionamento, pessoal ou de negócios, na sala de aula ou no trabalho, não podemos esquecer que estamos lidando com pessoas diferentes, referências vividas diferentemente. Por isso mesmo, acredito que o primeiro passo seja realmente o respeito pela diversidade.
Sempre falo a meus alunos, que é preciso diplomacia para conciliar os resultados de seus trabalhos (leciono Comunicação Corporativa, Gestão e Comunicação Integrada de Marketing). Vejam, comunicação corporativa é dinâmica, o que hoje é válido sei lá se amanhã ainda o é. Por essa característica dinâmica é preciso lembrar que o resultado do negócio será alcançado se eu atingir meu público – isso parece o óbvio, mas vejam o nó da negociação: meu público pode ser geração Y, mas preciso ter a manha de reconhecer que a minha primeira negociação será com minha chefia, pois preciso aprovar meu projeto e... normalmente a chefia é geração Z ou Baby Boomers.
Mas é importante que a gente destaque aqui que essas gerações são classificadas de acordo com a idade cronológica e sua convivência com a evolução tecnológica, que muitos restringem somente às mídias digitais, porém, existem características próprias dessas gerações que vão além de seus conhecimentos sobre a “era digital”; é uma questão comportamental mesmo, diferenças de valores e de “bandeiras” que levantam. Por isso acho bastante interessante essa discussão das diferenças de gerações. A velocidade hoje é outra...”entonces” respeito pelas diversidades e observação das características uns dos outros.
Também, lembrem-se “comunicação não é o que se diz, mas o que o outro compreende” (essa frase não é minha, mas sempre falo isso). Perceberam a sutileza? Melhorar o discurso e ficar atento às reações do outro já pode diminuir um pouco mais a distância entre as gerações Y, Z e BB.

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