domingo, 21 de novembro de 2010

"Aberto para mudanças"


Quem já morou no interior sabe – ou quem já teve mais contato direto com a terra, também: nestes tempos de chuva, sol, chuva, sol, as formigas ficam mais alvoroçadas e a gente vê vários formigueiros novos ou os velhos se refazendo da chuva. A gente sabe que é novo por causa da terra no entorno do buraco, que é mais fofa, pelotinhas minúsculas e no caso de minha infância, uma terra mais roxa.
Pois não é que dia desses, parada no sinal vermelho, observei da janela do carro que no pé de uma árvore oca, tinha um formigueiro enorme. Parece historinha, mas é verdade. Me chamou a atenção porque as formigas estavam agitadas pra terminar seu serviço antes da próxima chuva.
E então fiquei pensando: numa árvore sufocada pela calçada, numa rua barulhenta, onde o que mais se vê é cimento e que dificilmente se imaginaria um formigueiro ali, existia um adaptado pra sobreviver nestas condições não tão favoráveis...
E como o sinaleiro demorou pra abrir, pude “filosofar” comigo mesma mais um bocado.
Por que algumas empresas teimam em não querer inovar, acreditando no velho ditado “em time que está ganhando não se mexe”. Oras, a não ser que esteja satisfeito com os resultados e acomodado com relação a novas possibilidades de sucesso ou de ampliar seus lucros. Mas mesmo assim, sempre se deve rever seus conceitos, pois é nesta acomodação que pode se perder para aquela empresa que ousa inovar. Não rever conceitos, metas e formas de atuar, é ter medo de encarar de frente o que está sendo feito de bom e o que não é tão bom assim... é dar uma de avestruz e esconder a cabeça...Pois é, mas se este avestruz encontrasse um formigueiro pela frente, teria que tomar uma atitude: tirar a cabeça do buraco ou arcar com a dor das picadas...ou ainda, ser um excelente diplomata e se disfarçar de formiga pra poder conviver com elas.
Absurdos a parte, muitas empresas vivem assim...no faz de conta!
É a tal da melhoria contínua. É preciso buscar novas abordagens pra problemas antigos. É preciso inclusive, afastar-se para perceber se existe algum problema (que normalmente existe, mas só não é percebido...).
Sempre gostei muito da pesquisadora de tendências mundiais, Faith Popcorn. Tudo o que li há pelo menos 10 anos, vejo que procedem!! E como falei dela em minha última palestra na semana passada, na Coamo, resolvi transcrever aqui essa dica que sempre utilizo quando faço uma prospecção de mercado e/ou oportunidades.
Estar alerta para oportunidades é algo que ela sempre fala. E dá uma fórmula pra isto com a sigla CLICK
C – courage (coragem) para abandonar conceitos tradicionais e reconhecer que estão acontecendo mudanças; L – lettering go (abrir mão) das velhas ideias e abrir a cabeça pra novas; I – Insigth (olhar para dentro) uma análise sincera do que fazemos bem e o que pode melhorar; C – Commitment (comprometimento) que se refere a ser fiel a um objetivo e K – Know-how, saber fazer.
Bem, aí está um toque pra você aprender a se adaptar a mudanças, feito as formigas que procuram uma brecha no cimento pra explorar o subterrâneo e ter onde sair e colocar os minúsculos blocos de terra – sob nosso ponto de vista, porque do delas, devem ser blocos de toneladas, como os das pirâmides do Egito.
Quem está acomodado, só esperando pelo salário ou pela aposentadoria, preso a seus pontos de vista, vai ficando pelo caminho, para trás. Seja na oportunidade profissional, seja na oportunidade pessoal – porque é um porre conversar com quem é sempre igual e "fechado pra mudanças".

1 comentários:

Marli Vieira disse...

A grande dificuldade, ao menos na minha opinião, é as pessoas se darem conta de que precisam mudar. E mesmo quando há essa percepção,
às vezes, só a autoreflexão não basta. Por isso temos que valorizar aqueles que nos servem de guias, ensinando, inspirando e até nos provocando a ser melhores naquilo que fazemos e também no que somos. Obrigada Sulamita, por dividir seu conhecimento.